sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Diferentes visões sexuais

Para haver uma relação sexual é necessário que os indivíduos sejam levados a isso, isto é, que tenham “vontade” de fazê-lo, como por exemplo: os animais antes de irem em busca de comida ou água, têm que despertar a sua “vontade” interior. Mas ao contrário da sede e da fome, que está presentes desde o início da vida de cada indivíduo, a necessidade de admitir uma relação sexual, necessita de uma maturação inicial do organismo que, no caso da espécie humana, ocorre durante a puberdade.
Para a espécie humana, as coisas são, estranhamente, diferentes. A sexualidade na espécie humana não se reduz apenas ao que se encontra acima exposto. Baseia-se em paixões, sensações, fantasias, culpa, etc. Assim, a relação entre um homem e uma mulher com a intenção de se reproduzirem aparece apenas como uma parte, vista como a menos apimentada e talvez a menos sexual da sexualidade.
Um casal que se encontre empenhado em ter filhos, mas que no entanto possua alguma dificuldade em atingir esse mesmo objectivo, provavelmente não fará sexo da forma mais sensual e romântica, mas sim de uma forma extremamente preocupante.
Com toda essa dificuldade poderão surgir desde aconselhamentos a consultas, seguindo-se de tratamentos e, por último, às técnicas de inseminação artificial.
O desejo de ter um filho é o mais legítimo possível e pode estar acompanhado de muito amor, sendo que quando se torna o centro de atenções do casal, passa a ter pouco a ver com sexualidade, apesar de envolver os órgãos genitais, esperma e óvulos. Remetendo para uma possível conclusão de tema, chegamos à conclusão que entendemos normalmente que a sexualidade no mundo humano tem uma relação fraca e periférica com o objectivo biológico da reprodução.
Referências Bibliográficas
Estudos sobre a histeria. Joseph Breuer e Sigmund Freud. Obras completas, vol.II, Imago,1969

Sem comentários:

Enviar um comentário